sábado, 15 de dezembro de 2012

Análise do Gesto Esportivo da Corrida - Parte 2


Continuamos a análise:

fig.5

Na figura 5 observamos alguns aspectos referentes ao pescoço e à cabeça. O primeiro aspecto é o olhar, que se dirige para cima (a atleta olha para cima da linha do horizonte). O ideal é um olhar levemente abaixo da linha do horizonte. Como consequência (ou causa) desse olhar para cima, se observa também uma excessiva extensão do pescoço. Essa excessiva extensão coloca um atrito aumentado na região posterior das vértebras cervicais, o que futuramente pode promover um desgaste, levado à artrose. Além disso, a extensão excessiva pode indicar uma menor atividade da musculatura profunda anterior do pescoço, o que aumenta sua instabilidade, favorecendo outros tipos de lesão (hérnias de disco, por exemplo) ou desequilíbrios musculares (como aumento da tensão da musculatura posterior do pescoço) que podem levar a condições como cefaléias (dores de cabeça) devido ao aumento da tensão muscular ou restrição de movimento das vértebras.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Análise do Gesto Esportivo da Corrida - Parte 1


A análise (e correção) do gesto esportivo é um importante aspecto da fisioterapia desportiva. O gesto esportivo é resultado não somente das experiências motoras prévias e do treinamento específico, mas também de alterações estruturais, neurais, musculares e miofasciais do indivíduo. Um fisioterapeuta que queira trabalhar com a correção das alterações de movimento deve ter um profundo conhecimento de todas essas áreas e saber trabalhar terapeuticamente em cada uma delas, além de saber integrá-las para, em última instância, corrigir adequadamente o movimento. O conhecimento do gesto esportivo também é outro aspecto fundamental.

domingo, 4 de novembro de 2012

Alterações anatômicas do antepé e do retropé – valgo ou varo

fig.A: visão posterior de um pé esquerdo,
 com antepé (linha vermelha)
 e retropé (linha amarela) em alinhamento

Conceitos básicos
O antepé inclui os ossos metatarsos e as falanges dos dedos. É a região “da frente” do pé.

O retropé é a região “de trás” do pé, e é composto pelos ossos do tálus e do calcâneo, sendo que inclui a articulação subtalar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entenda mais sobre as dores: Dor Radicular e Dor Referida




Esse é um tema que certamente é mais técnico, que tende a ser de mais interesse para as pessoas da área da saúde do que para os não-profissionais da área. Procurarei ser direto em relação ao significado e importância desses dois termos: dor radicular e dor referida. Vamos lá.


A maior parte das dores que sentimos se localiza no ponto ou na região da qual ela se origina. Porém, existem ocasiões em que o corpo não consegue identificar adequadamente a região de origem da dor, e dessa forma acaba-se por se sentir a dor num local distante ou diferente do local de origem. O termo que seu usa para definir essa dor sentida em um local diferente do local de sua origem é dor referida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lesões musculares



Como o nome diz, lesões musculares se referem às lesões que ocorrem no músculo. A seguir, descreveremos as lesões de contusão, estiramento muscular, a dor muscular de início tardio e as câimbras.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Prevenção de lesões no esporte: Dor Patelofemoral (Síndrome da Dor Patelofemoral ou Síndrome Fêmoro-Patelar)


Com o objetivo de determinar os fatores de risco para o desenvolvimento da dor anterior de joelho (dor patelofemoral) numa população de atletas, os pesquisadores avaliaram 282 estudantes de 17 a 21 anos, envolvidos com aulas de educação física (praticavam diversas modalidades esportivas). Essa avaliação consistiu de avaliação do alinhamento postural de membros inferiores, testes de frouxidão ligamentar, testes de performance motora (salto vertical e outros), características morfológicas, elasticidade e força muscular e outras. Após a avaliação, os estudantes foram acompanhados por um período de 2 anos, sendo que todos realizavam um programa de atividades físicas igual, que consistia de diversas modalidades esportivas.


Veja o artigo completo em Optima Fisioterapia.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 9 - Considerações Finais


Vamos a um pequeno resumo do que vimos:

Síndrome da banda íliotibial – rotação externa do quadril
Dor patelofemoral – pisada lateralizada*, adução de quadril na fase de apoio, maior impacto
Tendinite de Aquiles – pisada lateralizada e menor velocidade horizontal do centro de gravidade
Dores na perna – maior pronação na fase de apoio

sábado, 21 de julho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 8 - Lesões na Perna


Este outro estudo prospectivo foi realizados com pessoas que iriam iniciar um programa de treinamento em corrida. Similarmente ao estudo realizado com militares (a parte 3 desta série, sobre pisada e Dor patelofemoral) foi feita a avaliação da pisada dos atletas antes do início do treinamento, através de uma placa de pressão. O objetivo era identificar os fatores predisponentes a lesões de overuse na perna.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 7 - Dores na Perna


Neste outro estudo prospectivo, o objetivo foi de encontrar relações entre alterações de movimento durante a corrida (usando tênis) e o desenvolvimento de dores nas pernas (relacionadas ao exercício, que incluiriam síndrome do stress tibial, fraturas de stress, dores na canela e síndromes compartimentais). Foram avaliados 400 estudantes de educação física antes do início de seu programa de práticas esportivas. A avaliação envolveu 3 principais aspectos: avaliação cinemática (câmeras e vídeos com marcadores em pontos do corpo para verificar ângulos, posições e velocidades articulares), avaliação usando-se uma placa de pressão (a pessoa pisa em cima e as forças geradas na placa são avaliadas nos microcomputadores) e uma avaliação do alinhamento postural. A comparação de dados foi feita entre aqueles que desenvolveram dores na perna e aqueles que não desenvolveram qualquer tipo de lesão.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 6 - Tendinopatia (tendinite) de Aquiles


Em mais um estudo prospectivo realizado com o objetivo de se identificar fatores de risco, foi observada a relação entre a pisada durante a corrida (avaliada usando-se uma placa de força) e o surgimento de tendinopatia (tendinite) de Aquiles, num grupo de praticantes de corrida iniciantes.




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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como fazer o rolo lombar?


Uma forma interessante de mantermos a curvatura de nossa coluna lombar ao sentarmos é utilizarmos o rolo lombar. Embora ele possa ser comprado em lojas especializadas, eventualmente até por preços econômicos, mas por vezes a preços mais altos, uma idéia é a de “improvisarmos” um rolo lombar quando não quisermos gastar, ou necessitarmos dele imediatamente.

Pois bem, pegue uma toalha grande e a dobre uma ou duas vezes no eixo mais longo (fig.1).
fig.1

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 5 - Dor patelofemoral (3)



Em mais um estudo prospectivo que relaciona o movimento ao surgimento da dor patelofemoral, foram estudados 102 corredores iniciantes  (desses 89 eram mulheres), que tiveram a pressão que seus pés aplicam ao solo durante a corrida mensurada.





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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 4 - Dor Patelofemoral (2)


Um estudo publicado pelo American Journal of Sports Medicine, em 2006, realizado por uma equipe de pesquisadores canadenses, procurou correlacionar o gesto da corrida de corredores amadores e o surgimento da dor patelofemoral. Isso foi feito de forma prospectiva, ou seja, eles avaliaram os atletas quando estes não apresentavam sintomas, os acompanharam ao longo de um tempo, e depois compararam os dados iniciais daqueles que se machucaram com aqueles que não sofreram lesão.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 3 - Dor Patelofemoral


Em mais um estudo prospectivo, desta vez realizado com cadetes militares, procurou-se analisar a relação entre a forma de se pisar durante a caminhada e o surgimento de dor patelofemoral. Participaram desse estudo 84 cadetes (65 homens e 19 mulheres), que após terem feito a análise da pisada, foram submetidos ao treinamento militar com duração de 6 semanas, sendo acompanhados durante esse período.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 2 - Síndrome da Banda Íliotibial



Este estudo prospectivo acompanhou 400 mulheres praticantes de corrida por um período de 2 anos. Todas elas foram avaliadas antes do início, na movimentação de membros inferiores. Aquelas que desenvolveram a síndrome da banda íliotibial foram, então, comparadas com mulheres que não desenvolveram nenhuma lesão.

E o que foi encontrado?


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Alterações de Movimento e Lesões - Parte 1 - Introdução



Diversos fatores estão envolvidos com o desenvolvimento de lesões em atletas e esportistas. Existem fatores externos (extrínsecos) ao indivíduo, tais como a temperatura do local onde o esporte é praticado, o local, o tipo de calçado usado, o solo, as características da modalidade, enfim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os dois tipos de Fisioterapia


No âmbito da fisioterapia músculo-esquelética uma questão existente diz respeito aos tratamentos “receita de bolo”, nos quais uma conduta (ou série de condutas) é aplicada indiscriminadamente em uma determinada lesão ou dor, e aos tratamentos mais sofisticados, onde o fisioterapeuta deve realizar uma avaliação minuciosa para estabelecer seus objetivos e condutas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fisioterapia x Educação Física. Qual o limite de atuação de cada um?


Vamos à polêmica. Um dos temas que me parecem pouco claros, ou ao menos, compreendidos pela maior parte dos profissionais destas duas áreas, é a até onde vai a atuação de um profissional e onde começa a do outro. Não acho que as respostas às quais poderemos chegar ao fim deste texto serão totalmente aceitas, e nem esse é o objetivo final. Em primeiro lugar, acho que teremos algum esclarecimento. Em segundo lugar, poderemos iniciar uma saudável discussão que poderá ajudar a todos (a mim inclusive) entender melhor quais os papéis de cada um desses profissionais.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dor ciática nem sempre vem da coluna: saiba mais sobre a Síndrome do Piriforme.



A síndrome do Piriforme é uma condição dolorosa que ocorre devido à compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme.

Os sintomas são de uma radiculalgia, ou seja, dor radicular, e além de dor na região do piriforme, pode incluir também uma dor que desce pelas áreas inervadas pelo nervo ciático, ou pelos nervos que se originam dele. Essas áreas são, além da região glútea, a região posterior e lateral da coxa, a região externa da perna, e o pé. A dor pode ser aguda, e pode também apresentar sintomas como queimação, formigamento e perda da sensibilidade. Nem sempre a dor desce por todo o trajeto mencionado. Tudo depende das áreas do nervo ciático que forem comprimidas e da intensidade da compressão.
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